História

Segundo o Aurélio , Candonga é intriga, mexerico e ao mesmo tempo afagos e mimos. No mundo do samba, o verbete ganha outra definição: um mulato de 1,84 m de altura, 130 quilos, que a quase 50 anos, fiscalizava e organizava, sempre de toalha em punho, as baterias durante os desfiles do carnaval carioca. Tinha trânsito levre em todas as escolas de samba e coordenava os desfiles do carnaval carioca.

O baiano Candonga, batizado José Geraldo de Jesus, era o único sujeito do mundo com a permissão da Riotur para estacionar seu carro atrás do chamado "recuo da bateria", e também era o único a poder levar garrafas e copos de vidro para a avenida do samba.

Copos de água mineral e litros de cravo escarlate, uma bebida misteriosa, criada por ele e, diz a lenda, capaz de levantar a baqueta do mais exausto retimista. Candonga circulava livremente na pista distribuindo toalhas em quem ouse atravessar o recuo, atrapalhando a bateria. O hábito de andar com a toalha no ombro, começou ma marinha, onde esteve por 8 anos. De marinheiro virou segurança de boate e casas de shows. Morava em Madureira e se tornou portelense. Foi aí que se apaixonou pelo samba. Também foi segurança de políticos e de intelectuais na época da ditadura.

Na década de 50 foi trabalhar na secretaria de Turismo, contratado pela Riotur foi o guardião oficial da chave da cidade, aquela que o prefeito entrega ao Rei Momo na abertura do carnaval. Foi no bairro de Noel e Martinho que viveu Candonga, "personalidade do carnaval carioca" , Vila Isabel.

"Amigo não se faz com o copo de bebida, nem com tapinhas nas costas. O verdadeiro amigo é aquele que nos acolhe nas horas difíceis." Mestre Candonga 1920 - 1997.