Sobre Candonga

A trajetória do Mestre

José Geraldo de Jesus, o Candonga, era apaixonado pelo Carnaval e por todas as escolas de samba, sem distinção. Era a única pessoa da cidade com permissão da Riotur para estacionar seu carro na Avenida, atrás do recuo da bateria, local hoje chamado de Espaço Candonga.

A história de Candonga se confunde com a própria história do Carnaval. Ele trouxe ideias e criações inovadoras, com segredos místicos cultuados até hoje.

A entrega da chave

O Instituto Cultural Candonga, através de seus filhos, são os responsáveis por manter uma velha tradição, legado deixado por seu pai, o saudoso Mestre Candonga, que persiste desde quando a festa era bem mais modesta.

Moradora de Vila Isabel, Cristina é a guardiã da chave da cidade, feita de madeira e enfeitada de lantejoulas, que, ano pós ano, é entregue ao Rei Momo, junto com o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, na cerimônia simbólica que abre oficialmente os festejos do Carnaval.

O 2º recuo da bateria

Candonga entendia que a bateria, por ser o coração da escola, merecia também como prêmio, assistir a sua agremiação desfilar. Ele fez então esta sugestão à diretoria da sua querida Portela, que imediatamente concordou com a sua ideia.

Hoje o segundo recuo transformou-se num cenário de glamour, superprodução, frequência de autoridades e celebridades. Esse espaço privilegiado é o melhor lugar para curtir os desfiles na Avenida.

Segredo da Sapucaí

O segredo mais bem-guardado da Sapucaí é o Cravo Escarlate, bebida afrodisíaca servida há décadas nos bastidores da Avenida. O Cravinho, cuja fórmula é guardada a sete chaves pela família do sambista Candonga, é uma deliciosa sensação.

Beber o Cravo Escarlate exige respeito ritualístico. A bebida caiu no gosto dos famosos e serve como um revigorante para as noites insones na Sapucaí.

Hidratação na Avenida

Candonga teve a ideia de distribuir água para os sambistas. Ainda em seu Chevrolet, único veículo que é permitido ser estacionado na Avenida, pode-se encontrar também kits de primeiros socorros e agulhas e linhas para retoques em fantasias.

Em homenagem à memória do pai, os filhos mantiveram a tradição. As famosas toalhinhas também são levadas para serem distribuídas aos ritmistas.